Maurício Copetti é cineasta, fotógrafo e ambientalista brasileiro, reconhecido por seu trabalho de conservação no Pantanal, em especial na região do Delta do Salobra.
Após estudar cinema na Europa, retornou ao Brasil e se estabeleceu no Pantanal, onde, há mais de duas décadas, vem produzindo documentários sobre vida selvagem, natureza e cultura. Sua paixão pela natureza e pela narrativa visual o levou a colaborar com produções de prestígio, como as séries da BBC “Raising Sancho” (como produtor associado), “Wild Brazil” (como fotógrafo), além de muitas outras para a NETFLIX, APPLE TV+ e diversas plataformas internacionais, como a direção e fotografia em 3 mais recentes filmes para o streaming LOVE NATURE, para a série New Kid in The Wild II
Em 2003, Maurício produziu e dirigiu o curta-metragem “O Pantanal e o Delta do Salobra”, inicialmente criado para apresentar aos visitantes as singularidades da região. O filme, entretanto, ganhou repercussão em festivais e mostras, conquistando prêmios e sendo responsável por consolidar na mídia e na comunidade científica o uso do nome “Delta do Salobra” como toponímia oficial.
Esse reconhecimento inspirou Maurício a fundar, em 2019, o Instituto Delta do Salobra (IDS), uma organização socioambiental sem fins lucrativos dedicada à preservação do ecossistema do Delta e à promoção de práticas sustentáveis, como o ecoturismo de baixo impacto. Como presidente fundador do IDS, Maurício — junto ao pesquisador Walfrido Tomas, da Embrapa Pantanal e membro permanente do conselho do Instituto — vislumbrou que, além da urgência de conservar o Delta, havia também um eixo ecológico estratégico conectando quatro biomas em dois países.
Desde então, toda a sua dedicação está voltada à consolidação e oficialização desse corredor ecológico, com a convicção de que sua proteção promoverá não apenas a conservação da biodiversidade, mas também a prosperidade das comunidades humanas que vivem nessa região única. Paralelamente, Maurício dedica-se ao fortalecimento institucional do IDS, consolidando-o como a voz representativa desse território que une quatro biomas e dois países.
é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo, com ampla experiência em análise sociopolítica e contexto internacional. Conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), é colunista dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo e comentarista na GloboNews, onde contribui com análises sobre conjuntura nacional e global.
No IDS, sua atuação no conselho de comunicação fortalece a capacidade institucional do instituto de dialogar com públicos diversos, ampliar narrativas estratégicas sobre conservação e sustentabilidade, e posicionar o território do Delta do Salobra no debate público, conectando ciência, sociedade e política de forma integrada e impactante.
Marc Evans é ecólogo e conservacionista com mais de 40 anos de experiência internacional, mestre em Ecologia e Botânica pela Southern Illinois University. Foi ecólogo sênior do estado de Kentucky por três décadas e cofundador do Kentucky Natural Lands Trust, que já protegeu mais de 60.000 acres nas Montanhas Cumberland. Atuou também em iniciativas de conservação no Brasil e na Índia, contribuindo para a proteção de habitats críticos e mobilizando milhões de dólares para projetos de biodiversidade. Como membro do conselho do IDS, oferece sua visão global e experiência em políticas de conservação de larga escala.
Walfrido Moraes Tomas é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com mestrado em Wildlife Sciences pela Oregon State University e doutorado em Ecologia e Conservação pela UFMS. Pesquisador sênior da Embrapa Pantanal desde 1990, dedica há mais de três décadas sua trajetória científica à conservação da biodiversidade e ao manejo sustentável no bioma pantaneiro.
Walfrido é sócio-fundador do Instituto Delta do Salobra (IDS) e integra seu conselho, onde oferece contribuições contínuas e estratégicas para a orientação institucional do Instituto, especialmente nas áreas de pesquisa científica, formulação de políticas públicas, educação ambiental e articulação entre ciência, território e tomada de decisão.
Sua produção acadêmica é amplamente reconhecida, com mais de 200 artigos científicos, capítulos de livros e obras técnicas, abordando temas como ecologia de mamíferos e aves, corredores ecológicos, modelagem populacional, impactos da fragmentação e do desmatamento, além de estratégias integradas de conservação. Ao longo de sua carreira, coordenou e participou de estudos de referência no Pantanal, incluindo pesquisas que estimaram a mortalidade de vertebrados durante os incêndios de 2020, contribuindo de forma decisiva para evidenciar a magnitude da crise ambiental e a urgência de ações estruturantes de conservação no bioma.
nascida em São Paulo – Brasil, dedica sua vida adulta ao diálogo entre arte, cultura e conservação. Com atuação em design têxtil e produção de artes tribais entre a Índia, os Estados Unidos e o Brasil, ela traz uma perspectiva artística profundamente enraizada com valores ambientais. As férias de infância nas margens do rio Araguaia, assim como trekkings no Himalaia em sua juventude, foram fundamentais para forjar sua paixão pela natureza selvagem.
No Instituto Delta do Salobra, Gaía exerce um papel crucial de orientação junto a investidores nacionais e internacionais, conectando projetos de conservação, cultura e sustentabilidade. Ela apoia inúmeras organizações ambientais na Índia, nos Estados Unidos e no Brasil, promovendo parcerias que fortalecem o IDS em sua capacidade de captar recursos, comunicar valores culturais e ambientais, e integrar arte e conservação em seus projetos.