O 4BIO é um projeto ousado e estruturante, voltado ao desenvolvimento sustentável da região, promovendo benefícios econômicos diretos para propriedades rurais e comunidades locais, ao mesmo tempo em que propõe a criação de um amplo território de conservação, sem impactos negativos sobre a economia local.
O projeto tem como objetivo a conservação de um polígono estratégico que dará origem a um corredor ecológico binacional, conectando quatro grandes biomas. Essa conectividade será construída a partir da integração de reservas legais contínuas, fragmentos de vegetação nativa e áreas com baixíssima aptidão produtiva, transformando passivos ambientais em ativos ecológicos e econômicos.
As propriedades inseridas nesse polígono passam a integrar uma rede de conservação produtiva e terão acesso a benefícios financeiros, técnicos e institucionais, entre eles:
Créditos de carbono com modelos simplificados, reduzindo burocracias e custos atualmente praticados no mercado;
Desenvolvimento de programas específicos de PSA – Pagamentos por Serviços Ambientais, adaptados à realidade local;
Articulação para compra, compensação ou transferência de cotas de reservas legais excedentes;
Acesso a financiamentos verdes, com linhas de crédito atrativas e direcionadas a proprietários parceiros;
Desenvolvimento e regulamentação do ecoturismo de baixo impacto, atraindo um público mais qualificado, alinhado à conservação e à valorização do território;
Acesso a subsídios e programas técnicos, como o FPS – Fazendas Pantaneiras Sustentáveis, da EMBRAPA, que disponibiliza acompanhamento especializado para melhoria da produtividade, boas práticas e certificações.
O 4BIO propõe uma nova lógica de ocupação e uso do território, na qual conservação, produção e desenvolvimento econômico caminham juntos, fortalecendo a resiliência ambiental, a segurança jurídica dos proprietários e a sustentabilidade de longo prazo da região.
O Delta do Salobra é um nodo ecológico prioritário, situado no centro de um mosaico de Unidades de Conservação e de uma Terra Indígena.
Sua localização estratégica permite a conexão de quatro grandes biomas da América do Sul, formando um corredor ecológico de relevância continental.
Esse eixo de conectividade se inicia no Chaco, no Paraguai, atravessa a Terra Indígena Kadiwéu (em áreas de transição entre Pantanal e Cerrado), segue pelo Parque Nacional da Serra da Bodoquena, onde se preserva um expressivo fragmento de Mata Atlântica, e retorna ao Pantanal pelo Delta do Salobra. A partir daí, o corredor se estende até o Parque Estadual do Rio Negro, por meio de reservas legais já existentes.
A missão do Instituto Delta do Salobra é consolidar esse corredor ecológico, integrando áreas protegidas, territórios indígenas e propriedades privadas, garantindo conectividade, conservação da biodiversidade e resiliência dos ecossistemas a longo prazo.